terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Mais pregadores e menos profetas: a triste realidade nos púlpitos das igrejas atuais

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Lembro, na minha infância, que pregadores do Evangelho que viviam em tempo integral para o ministério era uma raridade. Trago em minha memória o que significava receber um pregador desses na igreja em que congregava. Normalmente, eram referências de homens de muita oração, santidade, piedade, palavra, integridade e compromisso com Deus.

Naquela época, ninguém queria ser pregador, porque significava sofrimento, perseguição, contradição, escassez e padecimento pela causa do Evangelho. Mas as coisas mudaram drasticamente de alguns anos pra cá. Mudou, porque hoje, para muitos, o ofício da pregação se tornou status, meio de vida, glamour e autopromoção pessoal.

Mudou, porque, há dez anos, no meio evangélico (pentecostal), um pregador de sucesso era aquele que orava com disciplina, pregava com verdade, imparcialidade e integridade. Sua vida privada, quando descoberta, revelava idoneidade, fidelidade, santidade e entrega devocional a Deus. Hoje, lamentavelmente, os modelos de sucesso são: pregadores playboys, milionários, com dezenas de carros, retocados com lipoaspiração e plásticas faciais. É triste o cenário.

Não é difícil identificar esses “modelitos” ambulantes em muitos púlpitos pelo Brasil, com os mesmos estereótipos, jargões, heresias, lascívia, mentira, visando unicamente o benefício do seu próprio ventre.

Em conluio com essa classe de lobos, que ultimamente nem se preocupam tanto em se disfarçarem de ovelhas, encontra-se uma liderança avarenta, materialista e carnal. Dividem oferta, negociam o povo, vendem amuletos, promovem campanhas incabíveis e manipulam o sagrado.

A teologia deles é a do ventre, de modo que censuram aqueles que estudam a Bíblia e possuem uma fé ortodoxa, banalizam os fundamentos hermenêuticos da interpretação bíblica, fazendo do texto sagrado uma formula mágica e mística descontextualizada.

Meu lamento não é maior porque sei que este modelo desafeiçoado e corrupto tem prazo para acabar. Daqui a pouco, Jesus entra no templo e expulsa novamente esses cambistas, comerciantes e vendedores da religião. Aos poucos, as pessoas vão se cansando e despertando para a realidade e assim discernindo o engano. Minha alegria em contraposição deste cenário é observar uma sutil, mas real e crescente fome por muitos cristãos pela autêntica palavra de Deus.

É verdade que o aumento da comercialização, banalização e toda sorte de agressão ao verdadeiro evangelho de Cristo é um fato na pós-modernidade, mas também é perceptível o aumento principalmente de líderes (jovens) comprometidos com os fundamentos da fé crista.

Espero em breve assistir à falência dos charlatões da religião, enquanto vejo o povo de Deus clamando como Israel fez no retorno do cativeiro: “Tragam o livro” (Ne 8.1)

Acredito que, ainda na minha geração, verei um reavivamento no púlpito, no qual as Escrituras serão o modelo desejado por todos, os televangelistas não serão vendedores de campanhas consagradas, óleos ungidos, livros com mágicas evangélicas, mas pregarão o arrependimento dos pecados, a salvação e a esperança da glória em Cristo. Verei que o crescimento da igreja e da propagação do evangelho serão sentidos com o crescimento do anúncio das Escrituras Sagradas.

Samuel Torralbo

A-BD
 

domingo, 29 de janeiro de 2012

O melhor de Deus ainda está por vir? Ainda?

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A frase virou mesmo um chavão e está constantemente na boca de vários irmãos. Diante dos problemas e adversidades, a palavra de “consolo” é: “Não se preocupe, o melhor de Deus para a sua vida está por vir”. O que se quer dizer com isso é que, por mais que a vida tenha lá suas adversidades e problemas, aquele que sofre pode estar descansado, pois haverá um dia em que as lutas cessarão, não haverá mais pranto e nem dor.



Conquanto seja isso verdadeiro e prometido na Escritura, que afirma que o Senhor enxugará dos olhos toda lágrima (Ap 21.4), é preciso analisar o que de fato se deseja ao dizer que “o melhor de Deus está por vir”.



Se, com essa frase, os crentes estivessem almejando estar de uma vez por todas na presença física do Senhor Jesus, ela ganharia um belo sentido, porém, ao observar que ela é dita geralmente em momentos de dificuldades, fica evidente que “o melhor de Deus” que é esperado é simplesmente a ausência das tribulações. Nesse caso, perde-se a perspectiva de que o melhor de Deus já veio quando Ele enviou seu Filho ao mundo (Jo 3.16) em semelhança de homens (Fp 2.7) para justificá-los pela fé e conceder a eles paz com Deus (Rm 5.1).



Quando o Senhor Jesus afirmou a seus discípulos “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como a dá o mundo” (Jo 14.27), Ele falava sobre a reconciliação com Deus, e não sobre a ausência de problemas. Se assim não fosse, os discípulos não teriam ouvido dEle que no mundo teriam aflições (Jo 16.33). A despeito disso, Ele ordena aos discípulos que tenham bom ânimo, o que demonstra que o consolo não estava em esperar a cessação das aflições, mas na certeza de que Aquele que venceu o mundo estaria com eles todos os dias, inclusive em meio às dificuldades, até a consumação dos séculos (Mt 28.20).



Era a certeza de que Jesus era o melhor de Deus e, portanto, suficiente para a sua vida que levava Paulo a declarar: “Aprendi a viver contente em toda e qualquer situação. Tanto sei estar humilhado como também ser honrado; de tudo e em todas as circunstâncias, já tenho experiência, tanto de fartura como de fome; assim de abundância como de escassez; tudo posso naquele que me fortalece” (Fp 4.11-13). Sua alegria não dependia das circunstâncias, mas de estar na presença do Senhor Jesus. Por isso mesmo, ele também podia dizer que viver para ele era Cristo, e morrer, lucro, pois sabia que estar com Cristo é incomparavelmente melhor (cf. Fp 1.21,23).



Saber que o melhor de Deus para nós, Cristo Jesus, já veio deve nos levar ao entendimento de que até as tribulações e aflições não fogem a seu controle, antes, são usadas pelo Senhor para nos tornar cada dia mais parecidos com o nosso Redentor. Isso nos leva também a colocar em prática as palavras de Tiago, que diz que devemos ter como motivo de muita alegria o passar por várias provações, entendendo que a finalidade da provação é produzir a esperança, que cumpre o seu papel ao nos tornar perfeitos, íntegros e em nada deficientes (Tg 1.2-4).



Como já foi afirmado, uma vida sem aflições, sem pranto e nem choro é prometida por Deus para aqueles que são de Jesus. Mas querer estar com Jesus, não por quem Ele é, mas por aquilo que Ele nos concede e concederá, é uma atitude errada, já que revela que amamos mais a bênção concedida do que aquele que nos abençoa.



O melhor de Deus já veio, Cristo Jesus, e se buscarmos nEle alegria e satisfação, viveremos também contentes em toda e qualquer situação.



Milton Jr.



A-BD

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Servir às pessoas: muitos falam, mas poucos fazem isso de fato

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“O que você deseja ser quando crescer?”. É uma pergunta que todos gostamos de fazer às crianças. E as respostas mais comuns são: “médico”, “advogado”, “engenheiro”... Alguns são mais ousados. Respondem: “artista de televisão”, ou “cantor”, ou “jogador de futebol”. Recentemente, um garoto me disse que queria ser mecânico ou lixeiro. Quando lhe indaguei o porquê, deu-me uma resposta clássica para um menino de nove anos: “Para poder ficar sujo!”. Sorri, lembrando-me momentaneamente de minha própria infância. E entendi perfeitamente o que ele quis dizer.


Vamos pegar esta pergunta e revirá-la um pouco. Imaginemos que estamos perguntado a Jesus Cristo o que ele deseja que sejamos, quando crescermos. É uma pergunta inteiramente nova. E creio sinceramente que ele daria a mesma resposta a todos nós: “Quero que você seja diferente... Que seja um servo”.

Em minha vida toda, nunca ouvi alguém dizer que, ao crescer, gostaria de ser servo. Parece uma posição aviltante... Humilhante... Sem dignidade bastante. Jerry White, em seu valioso Honesty, Morality and Conscience (Honestidade, Moralidade e Consciência), aborda essa questão de servir aos outros:

“Os cristãos devem ser servos tanto de Deus como das outras pessoas. Mas a maioria das pessoas encara o trabalho e os negócios – a vida em geral – com a seguinte atitude: “O que posso obter disso?”, em vez de: “Como posso contribuir?”. Às vezes, gostamos de pensar em nós mesmos como servos de Deus. Quem não gostaria de ser servo de um rei? Mas quando se trata de servir a outras pessoas, pomo-nos a questionar as consequências.

A ideia de servir a Deus nos faz sentir nobres; mas a de servir às pessoas nos faz sentir humilhados. Servindo a Deus, recebemos recompensas; servindo às pessoas, principalmente àquelas que não podem retribuir-nos, não recebemos nenhum benefício visível, nem glórias – a não ser de Deus.

Cristo nos deu o exemplo: ‘O Filho do homem... não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos.’ (Mt 20.28). Para sermos servos de Cristo, temos que ser servos das pessoas. O conceito de servir as pessoas deve ser a base de tudo o que fazemos, no trabalho e nos negócios. Ao servir, temos de pensar primeiro naquele a quem servimos. Um funcionário de uma firma que se dispõe a servir em seu trabalho está honrando a Deus, e aumentando seu próprio valor diante de seu empregador. Por outro lado, o empregado que procura servir a si mesmo dificilmente será valorizado por qualquer companhia”.

Quando Jesus se achava aqui na terra, atraiu a si um grande número de pessoas. Certo dia, sentou-se no meio delas e pôs-se a ensinar-lhes algumas verdades básicas sobre o crescimento delas, segundo o desejo dele. O relato deste seu “Sermão do Monte” encontra-se em Mateus 5,6 e 7. Se fossemos sugerir um título geral para este grandioso sermão, seria: “Seja diferente”. Várias vezes durante o sermão, Jesus apresenta a maneira de agir e sentir dos religiosos de seus dias, e em seguida instrui seus discípulos a serem diferentes deles.

Mateus 5.21,22:
“Ouvistes o que foi dito... Eu, porém, vos digo...”
Mateus 5.27,28:
“Ouvistes o que foi dito... Eu, porém, vos digo...”
Mateus 5.33,34:
“Ouvistes o que foi dito... Eu, porém, vos digo...”
Mateus 5.38,39:
“Ouvistes o que foi dito... Eu, porém, vos digo...”
Mateus 5.43,44:
“Ouvistes o que foi dito... Eu, porém, vos digo...”

Em Mateus 6, ele continua a explicar como deveriam ser diferentes nas esmolas para os necessitados (6.2), nas orações (6.5) e nos jejuns (6.16). O versículo-chave deste sermão é: “Não vos assemelheis, pois, a eles...” (6.8). O fato é que Jesus enxergava o que havia por trás do orgulho e da hipocrisia daqueles religiosos, e estava resolvido a incutir nos discípulos traços de caráter, tais como humildade e autenticidade. Seu ensino diferente cortava aquela fachada de devoção religiosa como uma faca afiada corta a manteiga.

Até hoje, este sermão constitui o delineamento mais perfeito da contracultura cristã dada no Novo Testamento... Oferecendo um estilo de vida totalmente oposto ao do sistema do mundo.

A introdução do sermão de Jesus é, sem dúvida alguma, a mais conhecida passagem dele, e se acha em Mateus 5.1-12. Trata-se da descrição mais exata do retrato de um servo cristão.

Trecho retirado do livro “Eu, um servo? Você está brincando!”, de Charles Swindoll

A-BD

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Não reclame dos problemas. Você precisa deles para ser um crente melhor

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Davi tão sabiamente revelou, "Na minha angústia invoquei o Senhor..." (SI 18.6). Problemas nos levam para perto de Deus. São planejados para nos levar mesmo à Sua presença. Uma vez lá, o crente sobrecarregado compreende que não há nada que a presença de Deus não cure. Esse é o propósito final de Deus para cada problema.

Quando uma pessoa toma um avião de uma cidade distante de volta para casa, imediatamente sente alívio e uma expectativa ansiosa, porque o avião é o meio pelo qual logo estará com seus amados. Problemas são análogos ao avião, porque são o meio pelo qual o crente pode ser transportado para a própria presença de Deus no céu. Descobrindo que Sua presença renova e restaura, o crente começará a dar graças diante de cada situação, evento, pessoa ou calamidade que o coloque tão perto de Deus.

Alguns não concordarão com a ideia de que Deus esteja envolvido em nossos problemas, dizendo que são pessoas ou acontecimentos que causam o sofrimento; podem até assumir a culpa por alguns problemas, eles próprios, eliminando, assim, a parte de Deus em seu sofrimento. Concluirão que é responsabilidade deles consertar o que estiver errado. Esse engano leva os crentes a lutar com suas próprias forças em várias situações, longe do poder vitorioso que Deus dá tão generosamente àqueles que estão em Sua presença. Muitos crentes gastam suas vidas inteiras planejando superar problemas com suas próprias forças. Trabalham duro para melhorar sua situação, e, apesar de nunca terem sucesso total, livram-se da pressão apenas o suficiente para evitar serem levados à presença de Deus, onde encontrariam vida abundante.

Uma vez que concluímos que os problemas são encomendados com o objetivo de nos conduzir à presença de Deus, temos uma resposta para 90% das perguntas sobre o sofrimento. Quando oriento alguém que me revela um pecado ou falha que o está derrotando, como um casamento terrível, conflitos no trabalho, divisões na igreja, ou vários erros que ele cometeu, uma questão me vem imediatamente à mente: Senhor, como esse problema levará este teu filho mais próximo de Ti? Que maravilhoso segredo de se possuir, o saber tanto o começo (o problema) quanto o fim (Sua presença). Preciso apenas construir para o crente desencorajado uma estrada que ligue os dois.

Um crente com problemas é abençoado por Deus. Sim, verdadeiramente abençoado! Se não tem para onde se voltar, desistiu de si e dos outros, e descobriu que os problemas simplesmente não podem ser resolvidos de qualquer maneira terrena, ele pode rapidamente ser levado a ver que há apenas uma esperança para si a presença de Deus. Deus realmente usa os problemas para levar o crente à Sua presença. Que pessoa abençoada!

Imagine, se quiser, um jardineiro que no outono coloca suas plantas mais preciosas numa estufa, onde ficarão protegidas do inverno rigoroso. Lá recebem seu cuidado constante e continuam a frutificar, protegidas de um ambiente desfavorável. E se uma planta pudesse deixar a estufa por sua própria vontade? O inverno rapidamente a mataria. Assim é com os crentes. Quando na presença de Deus, vivemos dentro de uma estufa espiritual num mundo voltado contra Deus. Seguros lá dentro, temos, de Deus, conforto, proteção e comunhão que permitem que frutifiquemos. Se deixarmos Sua presença, imediatamente experimentaremos as duras realidades do mundo, do pecado, de Satanás, e da carne.

Que Deus temos! Quão privilegiados somos por termos o Deus de todo o universo dando-nos Sua atenção e nos perseguindo para nos abençoar! Tristemente é verdade que Deus precisa nos perseguir, visto que tantos crentes passam a vida tentando evitá-lo. Com suas mentes, querem dar a Deus o lugar que Lhe é devido, mas ao mesmo tempo são levados por suas emoções a outras pessoas ou planos para satisfazer suas necessidades mais profundas, tomando, assim, seu próprio caminho para o sucesso e a satisfação fora de Deus. O homem parece gostar de meditar neste ou naquele plano para obter contentamento, e devotaria toda a sua vida a tal planejamento, se não fosse por uma coisa: problemas. Como a dor, eles fazem o homem parar de viver para o futuro ou no passado e prestar atenção no presente. Problemas fazem os homens se voltarem a Deus agora.

Imagine estar numa sala com quatro muros e quatro portas. Três das quatro portas estão trancadas; a porta destrancada é uma pela qual você não quer entrar. Você luta, tentando abrir as outras três até que, frustrado e até irado, percebe que precisa escolher a única porta que está destrancada. Ao abri-la, descobre, para sua surpresa, que, na verdade, a porta que leva à liberdade que você confiava tanto está atrás das outras três. Deus usa problemas para destruir nossos planos que nunca nos trariam vida abundante e conduzir-nos pela porta que nos leva à Sua presença e verdadeira vida.

Deus é amor! Ele nos quer perto dEle para poder nos mostrar Seu amor. O homem carnal, entretanto, é autossuficiente em sua ignorância. Os problemas fazem o homem perceber que ele não é uma criatura independente e que precisa da providência do Criador. O homem não pode solucionar seus próprios problemas, muito menos os problemas globais. Problemas nos permitem ver que precisamos de Deus. Se não houvesse problemas que o homem não pudesse resolver, certamente o homem nunca buscaria além de si mesmo.

Não há nada que a presença de Deus não dê jeito. Nada! Quando escutamos os mandamentos de Deus, podemos nos encontrar sobrecarregados e mesmo fugindo dEle, especialmente quando tentativas anteriores de cumprir os mandamentos tiveram pouco ou nenhum sucesso. Podemos começar a evitar a Deus, não querendo ouvir as palavras que tememos: “Você falhou”. Aqui jaz uma profunda decepção; não vamos melhorar nosso comportamento antes de chegar à presença de Deus, porque isso é impossível. Antes, é a presença de Deus que melhora nosso comportamento.

Não se lave para chegar até Deus; chegue-se a Ele esperando que Ele o limpe. Quando você está perto do Senhor, ordens tornam-se promessas. Em vez de ouvir "Não adulterarás", e temer que possa fazê-lo, ouça como uma promessa: "Na Minha presença, com Minha vida e poder, você nunca cometerá adultério." Vê a diferença? Sua presença dá confiança e esperança.

Deixe que seus problemas o levem a clamar ao Senhor, que dará alívio e tudo de que você precisa. "Pois que grande nação há que tenha deuses tão chegados a si como o é a nós o Senhor nosso Deus todas as vezes que o invocamos?" (Dt 4.7). Achegue-se a Deus, e a consciência de viver em Sua presença será tão doce, tão bela, e tão revigorante que os problemas não mais serão preocupação. Você vai querer louvá-Lo pelo sofrimento, que no passado foi visto como um monstro destruidor, mas agora é visto como um agente positivo que traz proximidade com Deus.

Trecho retirado do livro Problemas, Presença de Deus e Oração, de Mike Wells

A-BD

sábado, 21 de janeiro de 2012

Aplausos não qualificam pregações

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Um conceito errado que vigora hoje é o de que a pregação boa é a que termina com uma grande vibração por parte do auditório. Que engano! Não é o público quem avalia o pregador e sua prédica. E, por isso, não devemos pregar para agradar ao povo, e sim àquEle que nos chamou para anunciar a sua Palavra.

Estêvão concluiu a pregação, e a plateia não gostou, e ainda reagiu de maneira hostil, tapando os ouvidos e lançando pedras contra ele. Ele não foi aplaudido de pé, como muitos super-pregadores o são. No entanto, antes,"... ele, estando cheio do Espírito Santo e fixando os olhos no céu, viu a glória de Deus e Jesus, que estava à direita de Deus, e disse: Eis que vejo os céus abertos e o Filho do Homem, que está em pé à mão direita de Deus" (At 7.55,56).

O que não faltam hoje nas igrejas são avaliadores de pregações. Não há nenhum mal nisso, desde que não se torne uma obsessão. Digo isso porque conheço irmãos que, de tanto quererem encontrar erros nos pregadores, são incapazes de disporem o seu coração para receber a Palavra de Deus. Não falo quanto à avaliação e reprovação de animadores de auditórios, e sim quanto aos pregadores de verdade, que procuram expor as Escrituras.

Mas sabia que quem avalia de fato as pregações não somos nós? É o Senhor Jesus Cristo! Certo irmão até mudou o seu comportamento depois de ter um sonho no qual o Senhor estava no primeiro banco do templo ouvindo atentamente a sua pregação. Como você reagiria, caro leitor? E quanto aos super-pregadores? Será que gritariam para Jesus: "Fale em mistérios, fale, fale, faaaleee em mistééérios agoooraaa?"

Mandar o povo fazer isso e aquilo é fácil, mas lembre-se: devemos pregar para Jesus ficar de pé. O que Ele deve estar pensando de sua pregação? É com Ele que você tem de tratar: "E não há criatura alguma encoberta diante dele; antes, todas as coisas estão nuas e patentes aos olhos daquele com quem temos de tratar" (Hb 4.13). Muitos "pregadores" que se contentam com avaliações humanas hão de se decepcionar naquele grande Dia (Mt 7.21-23) !

Trecho retirado do livro Mais erros que pregadores devem evitar, do pr. Ciro Sanches Zibordi

A-BD

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Vidas perdidas, abismos infindos: a realidade da evangelização longe dos grandes centros

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Você é um crente que está disposto a dizer “Senhor, eis-me aqui, envia-me a mim”? Você é sincero ao cantar “eu quero trabalhar pra meu Senhor/ levando a Palavra com amor”? Permita-me citar apenas dois casos de disposição para, de fato, trabalhar para o Senhor. Ao final, tente responder para si mesmo se você ainda mantém sua sinceridade e disposição.

Num distrito de algum município, com apenas três mil habitantes, os cultos são realizados num dia de semana. Só quem comparece ao trabalho é o dirigente e algum irmão que ele leva da cidade, porque não há nenhum crente nesse distrito. No máximo, algumas crianças ficam gritando e brincando por perto. O culto, por ser de pregação, é realizado do lado de fora de um pequeno salão alugado pela igreja sede.

Não há ninguém nas ruas, a não ser algumas pessoas que estão sentadas nas calçadas de suas casas, há cerca de 50 metros. Mas logo elas se recolhem e fecham as portas de suas casas. Depois, ligam a TV bem alta para o "barulho dos crentes" não atrapalhar a novela. O fim do culto se aproxima, e vila está deserta. Os únicos barulhos que se ouvem são o de um bar repleto de senhores bêbados e combalidos e o de uma pequena capela cheia de velhinhas beatas e extremamente religiosas.

A pregação é feita num sonzinho fraco, com muito médio, parecendo alto-falante de feira livre. Na hora do convite, a mensagem é pregada, mas o retorno é pouco. No máximo, aparece um bêbado se convertendo. É o mesmo da semana passada. E assim segue. Os irmãos desmontam o som e voltam pra cidade.

O segundo caso não é muito diferente. O local também é parecido. Campanha evangelizadora, domingo, 15h, 39° C. Pouquíssimos irmãos saem ao campo para evangelizar. As ruas estão desertas, mas os senhores estão nos bares, jogando dominó e bebendo a cachaça de sempre, enquanto os jovens se divertem nos campos de futebol.

Os irmãos caminham sob um sol escaldante, entregam literaturas, mas elas, em vez de lidas, são rasgadas minutos depois de os irmãos saírem. Eles batem em algumas portas, mas ouvem sonoros “nãos”. Ninguém quer ouvir “ladainha da lei de crente”. Outros dizem “eu já tenho Jesus no coração”. Há quem também diga “vocês são inimigos de Maria”, ou ainda “se for pra deixar meu são Francisco, eu não quero”.

Os irmãos retornam para a igreja. Mais um domingo sem almas, apesar de os evangelizadores se desdobrarem em busca de vidas para Jesus. O dia sem conversões não foi muito diferente dos demais. No ano inteiro, pouco mais de uma dúzia de pessoas aceitaram a Cristo na cidade inteira. Uma média de uma conversão por mês. Apenas.

Temos vistos cenários iguais ou piores do que estes Não importa se é longe ou perto, num sítio ou numa favela, num bairro elitista ou numa vila de esgoto a céu aberto. Casos como estes citados são a realidade de uma seara carente de ceifeiros. Lugares assim são tão difíceis, que os crentes locais, apesar de serem fervorosos e não largarem Cristo por nada, sabem que a resistência dos ímpios é muito forte a ponto de o Evangelho ser pregado, mas o resultado não ser eficaz há um bom tempo.

Será que, após analisar apenas dois casos da realidade de evangelização desses lugares, as pessoas ainda sairão cantando à revelia que estão dispostas a se gastarem para Jesus? Será que o emocionalismo simples de conhecer histórias chocantes similares faz com que a conversão de vidas tão oprimidas se torna instantânea? Será que ao chegar num lugar desse, onde os mais velhos se entregam à idolatria ferrenha e os mais jovens estão mergulhados na prostituição e nas drogas, basta apenas chegar, gritar no microfone e as almas virão irresistíveis a Jesus?

O Senhor procura obreiros que se entreguem de corpo e alma, sem interesses em recompensas terrestres, que se dediquem a pregar em lugares de intensa resistência. É claro que Ele tem à disposição homens dispostos à Sua causa, mas quem quer se arriscar? Deus tem usado muitos dos Seus filhos para pregar em universidades conceituadas, poderosas empresas, grandes colégios e contingentes populacionais elitistas, mas Ele também está à espera de cristãos que abdiquem dos confortos e luxos para socorrer almas de lugares distantes, sem cultura, sem projeção e sem visibilidade.

Deus ordenou para Jonas: “Levanta-te, e vai à grande cidade de Nínive, e prega contra ela a mensagem que eu te digo” (Jn 3.2). E o conselho dele para cada crente é o mesmo: levante-se, vá e pregue.

A-BD

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

AD de Pernambuco realiza sua 12ª edição do Congresso de Adolescentes a partir desta quinta

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Drogas, prostituição, violência, secularismo, promiscuidade. Esses e os outros atrativos venenosos são oferecidos aos adolescentes cristãos para minar a fé e distanciá-los de Deus. É com essa preocupação que a Assembleia de Deus em Pernambuco promove o 12º Congresso de Adolescentes, cujo tema deste ano é “Adolescentes preparados para resistir”.

O assunto do evento desta edição parte da prevenção da igreja com os seus adolescentes, já que os últimos dias têm sido de muito ataque contra a personalidade, identidade, estrutura e, principalmente, espiritualidade dos jovens crentes. Pensando nisso, os cultos do evento da AD pernambucana vão tratar de temas voltados para a resistência dos adolescentes contra o pecado e para o fortalecimento espiritual contra as investidas mundanas.

O Congresso começa hoje e vai até o próximo domingo, 15, e será realizado no Templo Central da igreja, na avenida Cruz Cabugá, 29, Santo Amaro. A festividade terá a participação de milhares de adolescentes da capital e do interior, junto com cantores, órgãos e preletores convidados.

Quem está longe ou não pode ir ao Templo Central pode acompanhar os cultos pelas 20 rádios ou pelo site da Rede Brasil de Comunicação, emissora da igreja. Os trabalhos começam às 19h, horário do Recife.

Abaixo, segue a programação diária.

 12/01 (quinta-feira)
19h - Abertura. Tema: “Adolescentes preparados para obedecer”

13/01 (sexta-feira)
14h – Estudo Bíblico. Tema: “Adolescentes preparados para adorar”
19h – Culto festivo. Tema: “Adolescentes preparados para o arrebatamento”

14/01 (sábado)
14h – Estudo Bíblico. Tema: “Adolescentes preparados para lutar”
19h – Culto festivo. Tema: “Resistindo a si mesmo”

15/01 (domingo)
09h - Manhã Missionária. Tema: “Adolescentes preparados para defender o Evangelho”
11h30h - Premiação do Vestibular Bíblico
18h – Culto de Encerramento. Tema: “Adolescentes preparados para resistir”

A-BD

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Há 30 anos, revista Veja publicava matéria com pr. José Leôncio sobre evangélicos na política

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O ano era 1982. O Brasil ainda vivia no regime militar, e a Revista Veja já era uma das expoentes entre os principais fascículos do País. A edição 710, do dia 14 de abril daquele ano, trazia, nas páginas 72 e 73, uma matéria acerca das projeções políticas do povo evangélico.

A matéria, de assinatura não divulgada, destacou a quantidade de postulantes protestantes a algum cargo político em Pernambuco, coisa que as igrejas pernambucanas não haviam conseguido êxito até então.

A matéria teve a participação do pastor José Leôncio, presidente da Assembleia de Deus de Pernambuco entre 1977 e 1998. Apesar do pouco envolvimento político da igreja até então, o pastor Leôncio, com 58 anos na época e chamado na matéria de José Silva, lembrava que os crentes deveriam respeitar e obedecer às autoridades com base na Palavra de Deus.

30 anos depois, a Assembleia de Deus pernambucana, atualmente liderada pelo pastor Ailton José Alves e cujo número de fiéis no Estado é dez vezes maior, apoiou e elegeu um deputado estadual (pb. Adalto) e um federal (pr. Francisco Eurico). Além deles, também foram eleitos o deputado federal Anderson Ferreira e o deputado estadual pr. Cleiton Collins.

Neste ano de eleições municipais, muitos vereadores evangélicos serão eleitos, revelando um cenário bem mais promissor do relatado na matéria da revista Veja.

Confira esta matéria sem alterações logo abaixo das imagens extraídas do acervo digital da Veja.




   


 
  Fé nas eleições

Os evangélicos ingressam nos partidos políticos

Inspirados no exemplo da Igreja Católica, os protestantes também estão ingressando na política – e em nenhum outro Estado essa nova atitude tem sido tão visível como em Pernambuco, pelo menos até o atual momento da campanha eleitoral. Entre os pastores, seminaristas e simples fiéis luteranos, presbiterianos, batistas e pentecostais, já são dez seus candidatos à Assembléia Legislativa e à Câmara Municipal do Recife.
O número é significativo: atualmente, não há no Estado um único deputado ou vereador eleito exclusivamente com o voto dos protestantes. “Cresce a cada dia a consciência de que nós, evangélicos, precisamos de representação política”, diz o pastor batista Eclésio Menezes, 40 anos, candidato à Assembléia Legislativa pelo PDS. Antes de lançar-se, ele promoveu uma pesquisa entre oitenta pastores batistas do Recife e 90% deles manifestaram favoráveis a sua candidatura.
A questão é que, por convicções doutrinárias ou por uma questão de mercado, os protestantes pernambucanos preferem o PDS – e não partidos à esquerda, como recomendam as cartilhas dos bispos católicos da região. De seus dez candidatos, apenas dois concorrem pelo PMDB. Conservadores, de origem humilde, os protestantes pernambucanos canalizarão a maioria de seus votos para o partido do governo e poderão inclusive decidir a eleição. Segundo o IBGE, existem 320 000 evangélicos no Estado. Em 1978, a extinta Arena ficou apenas 30 000 votos à frente do MDB.

SUBMISSÃO – Os evangélicos pernambucanos invocam o respaldo da Bíblia para seu apoio ao governo. “O respeito às autoridades constituídas é um dever de todo crente”, explica o pastor José Silva, 58 anos, presidente da Assembléia de Deus e líder de um rebanho de 100 000 fiéis. Silva proclama a submissão à autoridade com base no capítulo 13 da Epístola de São Paulo aos Romanos: “Toda alma esteja sujeita às potestades superiores; porque não há potestade que não venha de Deus; e as potestades que há foram ordenadas por Deus”.
O governador Marco Maciel, católico fervoroso, tem sabido capitalizar essa lealdade. Em outubro passado, ele presidiu a cerimônia de filiação de setenta pastores ao PDS, realizada no Palácio das Princesas. Em outros Estados, a vocação política de evangélicos também se manifesta, embora não necessariamente em direção ao PDS. Em Minas, o pastor Antônio Araújo, da Igreja Batista, é candidato a deputado estadual pelo PTB. No Rio Grande do Sul, o pastor Marino Moreira, pentecostal, está certo de que ganhará uma vaga na Assembléia Legislativa pelo PDT. “Se eu não fizer boa votação, quem fará”, indaga ele.

A-BD

domingo, 8 de janeiro de 2012

Até entre os crentes existem torres de orgulho para chamar a atenção dos outros

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A torre de Babel foi uma grande realização humana, uma verdadeira maravilha do mundo. Mas esse monumento foi erguido em homenagem às pessoas, e não a Deus. Era a primeira presunção dos homens contra o Criador, que já havia destruído tudo por causa do pecado. E parece que os homens não aprenderam a lição.

Talvez lembrados do dilúvio, elas projetavam levantar uma torre altíssima e estabelecer nela o centro do império do mundo. A ideia era construir uma grande obra arquitetônica que servisse de símbolo do povo e do orgulho. Pior: procuraram colocar um "nome" próprio ((Gn 11.4) que os identificassem como uma nação. Quando Deus veio à terra visitar a obra, considerou que, sendo um povo com uma única linguagem e com as obras realizadas, nada os impediria de realizarem o projeto deles. Então, para castigar a obra do orgulho humano, Deus resolveu confundi-los na sua linguagem, de tal forma que não se compreendessem uns aos outros.

Trazendo pro nosso dia a dia, nós, muitas vezes, também construímos monumentos em nossa honra (roupas caras, casas enormes, carros elegantes, viagens para o exterior, status e posições) para chamar atenção para nossas conquistas. Essas coisas podem não representar propriamente um mal, mas quando as usamos para dignificar e nos identificar, elas acabam ocupando o primeiro lugar em nossa vida, que pertence apenas a Deus.

Observamos pessoas construindo torres alicerçadas no orgulho. Estamos acostumados a ver pessoas orgulhosas esbanjando suas riquezas ou fazendo promoção delas com falsa modéstia, mas com um desejo no coração de ser glorificado pelos demais. Até mesmo na igreja há gente desse tipo. São homens que fazem questão, por exemplo, de estacionar seus belos carros na posição mais estratégia de um estacionamento só para os outros olharem, ou mulheres que chegam atrasadas nos cultos propositadamente para que as outras as olhem desfilando com suas roupas de grife, numa espécie de Church Fashion Week.

Mas não adianta. Deus discorda de nós quando começamos a nos orgulhar e tentamos ser importantíssimos aos nossos olhos. Temos a liberdade de crescer em diferentes áreas, mas não devemos acreditar que algo possa substituir Deus. Não podemos construir nossa vida para simplesmente crescemos, sermos vistos e recebermos louvores.

Que “monumentos” foram construídos em sua vida? Cuidado, se for com a intenção de tocar o céu para mostrar seu poderio, o Todo Poderoso pode desestabilizá-la da mesma forma como fez com a Torre de Babel. Lembre-se do conselho bíblico: “A soberba precede a ruína, e a altivez do espírito, a queda” (Pv 16.18).

A-BD

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Mais uma jogada da Globo pra atrair os crentes: a participação de uma evangélica no BBB 12

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Hoje, a TV Globo divulgou os nomes dos participantes do mais irritante programa de TV do País, o Big Brother Brasil 12. É claro que isso não interessa pra ninguém que tenha um mínimo de gosto cultural e um senso crítico útil, seja crente ou não crente.

Só que a Globo está resolvendo mudar a estratégia. Como já foi falado neste blog, a intenção da emissora é quebrar o estereótipo demonizado que a TV ganhou por parte dos cristãos nos últimos anos, criando opções de programação para os evangélicos e, ao mesmo tempo, flexibilizando qualquer tipo de aversão à emissora.

A mais recente proposta global foi no Festival Promessas, um assunto exaustivamente debatido nos últimos dias. Mas o evento dos astros gospel durou apenas um dia, e a sua (má) repercussão tomou pouco espaço de tempo, apesar de ter sido bem feroz.

Dessa vez, a Globo foi além. A emissora não se conteve com algumas horas nas graças dos evangélicos. Ela quer que os cristãos a aceitem definitivamente, durante um bom tempo. E a nova armadilha está justamente no centro das críticas de muitos crentes espalhados pelo nosso Brasil: a participação de chamada baiana Jakeline, de 22 anos, estudante de zootecnia e evangélica. Isso mesmo, o BBB, pela primeira vez, terá uma evangélica entre os participantes.

Ela é justamente o típico exemplo de menina certinha: estuda fora da cidade onde mora durante a semana, já tentou ganhar a vida em São Paulo, tem uma família estruturada e é bastante divertida. Ela vai cair nas graças de qualquer crente que esteja sem tempo pra Jesus e venha a assistir ao BBB.

O pai dela já disse que suas convicções religiosas não vão atrapalhar o relacionamento com nenhum dos participantes. “Cada um vive do jeito que quer, e ela com certeza vai respeitar isso”, afirma. Já uma amiga contou ainda que “ela é bem ligada a Deus. É evangélica e frequenta os cultos na Igreja”.

Vejam como a Globo é esperta. Ela sabe que os crentes sempre foram instruídos a rejeitá-la. O intuito agora é conquistar o maior número de fiéis não à sua programação total (que óbvio, tem seu lado bom, principalmente o jornalístico), mas sim às coisas profanas que ela divulga. Sabendo disso, ela quer transformar qualquer um que vá de encontro às suas novas estratégias em “conspiradores”, “conservadores” e “fundamentalistas”. E esses defensores do chamado ‘Filipenses 1.15-18 a qualquer custo’ pensam que Jesus dá aval a esse tipo de armadilha.

Tempos atrás, quando o Big Brother ainda estava engatinhando, eu pensava que seria uma boa ideia se um evangélico participasse do reality show para divulgar o Evangelho, já que todo tipo de gente das mais diversas extirpes estavam ali. Mas o que se tem visto no programa é algo que vai ao encontro de tudo que o Evangelho prega. E mais: jamais a Globo colocaria um crente para pregar (não só gritar “aceitem a Jesus”, mas dar bom testemunho de crente) dentro de um Big Brother. Até porque, assim como foi no Festival Promessas, a emissora não aceitaria alguém condenando dentro, do seu próprio terreiro, justamente aquilo que ela mais divulga na sua programação: o pecado.

É uma pena que veremos milhares de evangélicos outrora avessos ao BBB grudados em frente às suas TVs, “torcendo pela irmã”, como se Deus fosse aplaudir a vitória da participante evangélica. Já dá pra imaginar os irmãos fazendo campanha de oração, pedindo a Deus para abençoar Sua serva e dar vitória. Não duvido que haja alguém pra fazer isso.

Que ninguém caia nessa estratégia da Globo. Ela está, paulatinamente, minando todas as resistências dos crentes contra o que há de pior na sua programação. Não importa se há homossexualismo, devassidão, iniquidade, prostituição, impureza e toda mistura de pecado. Mesmo sendo um programa sem nenhum valor e sem a menor referência para a família, o BBB terá uma evangélica, e muitos crentes frios, crus e desligados de Deus festejarão por isso.

Não estou aqui dizendo que crente não deve ver TV, assistir aos bons jornais e suas matérias de alta qualidade que a Globo produz. Afinal, ela é a quarta maior emissora do mundo. Só que a crítica aqui está no apego que muitas pessoas estão tendo com aquilo que a emissora divulga e que a Palavra de Deus condena.

A “boa” notícia disso tudo no Big Brother é que se a Jakeline atender às expectativas e tiver um comportamento razoável, sua trajetória no programa não durará muito tempo. Afinal, quem é bonzinho não dura muito na casa. Mas quem garante que ela não vai se moldar (Rm 12.2) ao estilo do BBB e terá o novo de “crente moderna”? Aí vai ser o fim: muitos crentes comemorando a vitória da evangélica e dizendo “o nome do Senhor foi glorificado”.

Não entrem debaixo do mesmo jugo daqueles que não amam ao Senhor, pois que tem o povo de Deus em comum com o povo do pecado? Como pode a luz conviver com as trevas? E que harmonia pode haver entre Cristo e o diabo? Como pode um cristão ser companheiro de alguém que não crê? (2 Co 6.14,15).

A-BD

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Presidente da AD do Rio Grande do Norte será jubilado e deixa a presidência da igreja

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O pastor Raimundo João de Santana, presidente da Assembleia de Deus do Rio Grande do Norte, encaminhou um pedido de jubilação e, a partir do próximo dia 6, deixará de ser presidente da igreja potiguar depois de 13 anos de liderança.


O culto será realizado no templo central em Natal, no bairro do Alecrim. A solenidade vai ser presidida pelo pastor José Wellington Ferreira da Costa, presidente da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB), órgão máximo da denominação no país.

Depois de receber o comando da Igreja Assembleia de Deus no Estado, das mãos do pastor Santana, José Wellington jubilará o pastor Santana. Depois, o presidente da CGADB dará posse ao novo presidente eleito da AD do Rio Grande do Norte.

A diretoria da Assembleia de Deus do RN destacou os feitos do pastor Raimundo no site oficial da igreja. “Pastor Santana, em nossos dias, é um dos últimos de uma geração que se doou inteiramente ao exercício pastoral, não buscando para si status ou riquezas, antes ferindo os seus pés para levar a preciosa semente aos rincões mais inóspitos e distantes do nosso estado”, afirma.

Algumas fontes supõem que o pastor Martin Alves, da AD em Mossoró e região, pode ser o novo líder da igreja potiguar. Mas o pastor chegou a externar, em reunião com o ministério local, que acha melhor que o atual presidente indique um substituto para evitar os desgastes de disputa eleitoral. Assessores do pastor, no entanto, confirmam a informação e asseguram que ele será empossado como presidente da Igreja em todo Estado e até já providenciou residência na capital do Estado. As informações são do blog A Força da Esperança.

Com 82 anos, completados no dia 13 de dezembro, o pastor Santana assumiu a presidência estadual da igreja no dia 3 de janeiro de 1999.

A-BD

sábado, 31 de dezembro de 2011

Fim de 2011. E você, está com medo de 2012 só por causa de um mito?

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Quem começou o ano de 2011 jamais imaginaria que o mundo árabe iria entrar em ebulição, que Steve Jobs iria morrer, que Lula, Dilma, Cristina, Lugo e Chaves iriam pegar câncer, que o Brasil iria chorar com o massacre em Realengo, que a Igreja perderia David Wilkerson e outros pastores por acidente automobilístico... Enfim, muita coisa que ocorreu ao longo do ano que termina deixou muita gente perplexa.

Claro que houve também outras tantas coisa agradáveis. Cada pessoa pode contar algo bom ocorrido no ano, mesmo que eventualmente alguém possa analisar 2011 como um ano ruim.

Mas está chegando um novo ano, e desde 2000 – quando inventaram o “bug do milênio” –, nunca se ouviu falar de um ano tal emblemático e misterioso. Já tem gente se programando pra viver apenas alguns meses só porque – dizem – antes de junho a terra passará por transformações letais até o ápice: o fim do mundo, em dezembro.

Tem até crente temendo que o mundo vai mesmo acabar segundo a profecia dos maias. “Está todo mundo falando, tem livros escritos, filmes produzidos, especialistas analisando”, argumentam os medrosos. Esses aterrorizados, que não mudam muito dos medrosos da virada do ano de 1999, esquecem que não é homem que determina fim dos tempos. Isso cabe exclusivamente a Deus.

Vale ressaltar que o calendário maia em nada se iguala ao calendário divino. Até porque a restauração do mundo, para quem conhece escatologia, só se dará bem depois o arrebatamento da igreja e depois da Grande Tribulação, no período do novo céu e da nova terra.

Deus não irá permitir que Sua Igreja sucumba por causa de mais um mito. 2012 vem cheio de perspectiva, atrações, realizações, cumprimento de promessas, provações premiáveis e, claro, a companhia de Deus em todos os dias.

Pra pincelar rapidamente, para este blog, o ano também foi de sucesso, com recorde de acessos diários, matérias especiais, coberturas de grandes eventos, notícias e opiniões dos fatos evangélicos e, óbvio, denúncias das heresias, modismos e incongruências praticados por gente que se diz crente.  Terminamos o ano com mais de 526 mil acessos e mais de 1430 seguidores. Bênção do céu!

Portanto, que Deus conceda um bom 2012 pra todos vocês. Não se importem com os maias, se importem com Cristo, até porque Ele pode voltar bem antes do sinistro dia 21 de dezembro de 2012, o que seria ótimo. Esta terra já não merece comportar mais a Igreja do Senhor.

Não quero especular nada de bom ou de ruim, mas grandes coisas virão. Que Deus esteja em todas elas. Promissor 2012 pra quem chegou até aqui.

A-BD

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Em meio a tanta notícia ruim, é possível pensar em coisa boa?

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O que será que passa nas cabeças das pessoas? No que elas vêm pensando em dias de tanto caos, desgraça, matança, corrupção no mundo secular, e com tantos escândalos e heresias e com tanto secularismo religioso nas igrejas? Diante de tantos problemas que o mundo enfrenta e principalmente a igreja de Cristo, o que tem ocupado a mente da população e, principalmente, do povo de Deus?


Eu fico a imaginar um pai de família que ao chegar em casa depois de um dia trabalhoso, toma um banho, dá um beijo na esposa e atenção às crianças, e perto das oito da noite liga a TV para ver o jornal e ficar atualizado ao se deparar com terríveis notícias. Os telejornais hoje na realidade raramente trazem uma notícia boa. Na maioria, são testemunhos do que o diabo esta realizando através de pessoas sem Cristo.

No jornal impresso, as mesmas más notícias. A internet, da mesma maneira. Estamos em volta de problemas nos afligindo dia a dia. Analisando o nosso contexto, eu me pergunto: será que os cristãos têm ocupado a mente com o que edifica ou ocupam suas mentes com as mais diversas catástrofes do nosso tempo?

O profeta Jeremias, em suas lamentações, entra em colapso de tanto problemas. Observe que, entre Jr 1,2,3-23, ele relata a situação que ficou Judá após ser destruída e saqueada por Nabucodonosor. Ele entra em colapso e num começo de depressão de tanto desgosto, chega a dizer “Minha alma, continuamente, os recorda e se abate dentro de mim” (Lm 3.20).

Com isso, ele sabia que precisava ocupar sua mente com outra coisa e diz, “Quero trazer à memória o que me pode dar esperança” (Lm 3.21). Já dizia o velho adágio popular que mente vazia é oficina do diabo. Se vazia já é oficina dele, imagine pensando no que ele faz, “matar, roubar e destruir”. Jeremias sabia que precisava ocupar sua mente no que edificava e lhe dava esperança, e não nas tragédias que já tinham acontecido.

O problema é que nós temos a tendência do que é ruim. Exemplo: se vamos a um culto, que por sinal foi uma benção, e se teve um errinho na mensagem pregada, chegando em casa, em vez de lembrarmos os momentos bons do culto, nós lembramos o deslize teológico do pregador. Somos altamente propensos a ocupar nossa mente no que não edifica. Jeremias estava passando pelo mesmo problema, e ele não vê outra solução a não ser ocupar sua mente com as misericórdias do Senhor (Lm 3.22).

Foi pensando nisso que Paulo orientou os colossenses, “pensai nas coisas que são de cima, e não nas que são da terra” (Cl 3.2). Ocupar nossa mente com as coisas de Deus, pensando no que é celestial, nos faz termos paz e alegria no espírito. A Bíblia diz que este mundo inteiro jaz no maligno (1Jo 5.19), ou seja, o sistema de governo deste mundo é pecaminoso, porém não podemos conformarmo-nos com isso e devemos seguir com o conselho de Paulo aos romanos, “transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Rm 12.2).

Existem pessoas que só pensam nas suas vidas pregressas e fazem disso a sua mensagem em cima de púlpitos para extorquir o dinheiro dos incautos. Paulo disse aos filipenses: “esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão” (Fp 3.13), Paulo estava dizendo que tinha esquecido sua vida pregressa e pregava somente o Cristo Crucificado, e não o “eu fui”, “eu era” e “eu fiz”. Não a mensagem do evangelho foi, é e até a Sua vinda será a Cruz de Cristo.

“Tudo o que vejo, penso, no que penso, faço”. Nossas ações, atitudes e conversações são fruto dos nossos pensamentos. Se o povo cristão, por exemplo, só vê besteira na internet, só ocupa sua mente em tirar sarro e brincar com tudo, será que não vão levar o evangelho da mesma maneira como olham para certas pessoas, na brincadeira?

Mas, infelizmente, para esses, Paulo disse: “muitos há, dos quais muitas vezes vos disse, e agora também digo, chorando, que são inimigos da cruz de Cristo, Cujo fim é a perdição; cujo Deus é o ventre, e cuja glória é para confusão deles, que só pensam nas coisas terrenas” (Fp 3.18,19).

A igreja está sendo e vai ser ainda mais bombardeada com tudo o que não presta, e isso é inevitável, porém podemos nos blindar contra isso renovando e transformando a nossa mente pensando no que é celestial e ocupando-a nas coisas de Deus.

“Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai” (Fp 4.8).


A-BD